quinta-feira, 19 de junho de 2014

AP2 – METODOLOGIA



Pesquisa dos educadores e formação docente voltada para a transformação social
Neste artigo, defendemos a idéia de que devemos tratar a pesquisa-ação de uma maneira muito mais séria do que acontece nesses casos e reforçar os laços do movimento de pesquisa-ação com as lutas mais amplas por justiça social, econômica e política em todo o mundo.
O modo pelo qual o movimento da pesquisa-ação, que continua a se expandir pode contribuir para o processo de transformação social.
1. melhorar a formação profissional e, por conseguinte, propiciar serviços sociais (educação, saúde etc.) de melhor qualidade;
2. potencializar o controle que esses profissionais passam a exercer sobre o conhecimento ou a teoria que orienta os seus trabalhos;
 3. influenciar as mudanças institucionais nos locais de trabalho desses profissionais (escolas, hospitais, agências de serviço social etc.);
 4. contribuir para que as sociedades tornem-se mais democráticas e mais decentes para todos (ou seja, sua ligação com temas de reprodução ou de transformação social).
Pesquisa ação é uma pesquisa sistemática feita por profissionais sobre as suas próprias práticas.
Nas décadas de 1980 e 1990, os termos pesquisa-ação, prática reflexiva e profissional reflexivo tornaram-se slogans para reformas educacionais ao redor do mundo. Por um lado, o movimento de pesquisa-ação significou um reconhecimento de que os profissionais produzem teorias que os ajudam a tomar decisões no contexto prático. Por outro lado, esse movimento internacional também pode ser entendido como uma reação contra a visão dos profissionais como meros técnicos que apenas fazem o que outros, fora da esfera da prática, desejam que eles façam e como uma rejeição às reformas "de cima para baixo" que concebem os profissionais apenas como participantes passivos.
Acreditamos que a participação dos profissionais e, mais especificamente, dos educadores, em projetos de pesquisa-ação, ou seja, o envolvimento direto deles com o processo de produção sistemática de um saber extremamente relevante e essencial para suas práticas,  pode transformá-los também em "consumidores" mais críticos do conhecimento educacional gerado nas universidades. Isso pode acontecer porque esses sujeitos passariam a compreender melhor como tal conhecimento é produzido nos meios acadêmicos.
Desde as experiências pioneiras de John Eliott na Inglaterra, tem-se defendido a idéia da pesquisa dos educadores como uma das formas disponíveis e, talvez, uma das mais eficientes para a formação profissional. Geralmente se argumenta que os professores tornar-se-ão melhores naquilo que fazem por meio da condução de investigações sobre suas próprias práticas e que a qualidade da aprendizagem de seus alunos será melhor. Também se tem argumentado que a pesquisa dos educadores estimulará mudanças positivas na cultura e na produtividade das escolas, além de poder aumentar o status da profissão de magistério na sociedade.
Para que as mudanças ocorridas nas práticas dos professores por meio da pesquisa-ação possam ser consideradas "melhorias", temos de analisar os méritos daquilo que se produz e se tais mudanças são válidas no contexto educacional de uma sociedade democrática.
Outra área em que o movimento de pesquisa-ação pode ser potencialmente catalisador de mudanças e em que ele tem dado uma contribuição significativa para a implementação é a do controle do conhecimento educacional que informa o trabalho dos profissionais.
No Brasil, apesar de haver iniciativas de parcerias entre universidades e Secretarias de Educação para o desenvolvimento de programas de formação continuada que incluam a realização de pesquisas por parte dos professores, as condições de trabalho da maioria dos educadores são tão precárias que às vezes pode parecer piada de mau gosto falar em pesquisa desenvolvida por professores na escola. Com raríssimas exceções, a pesquisa educacional brasileira está, sem dúvida alguma, concentrada nas universidades. Por meio desses e de uma série de outros exemplos, é possível afirmar que a pesquisa-ação não tem conseguido alterar as relações de poder entre acadêmicos e profissionais quando a questão é definir o que realmente conta como pesquisa educacional.
Zeichner  sugere três estratégias principais para romper com essa separação: por meio do envolvimento dos profissionais das escolas em discussões sobre o significado e a importância das investigações desenvolvidas nas universidades e demais instiuições de pesquisa; por intermédio do desenvolvimento de projetos de pesquisa em colaboração com os professores nas escolas em que velhos modelos hierárquicos são realmente superados; e, finalmente, por meio do apoio a projetos de pesquisa-ação desenvolvidos pelos educadores, levando muito a sério o conhecimento produzido nesse processo.
A pesquisa-ação tem o potencial de contribuir fundamentalmente para o refazer da escola como instituição, melhorando suas relações com a comunidade e promovendo uma educação de alta qualidade para todas as crianças, jovens e adultos. Por isso, defendemos a legitimidade e a importância de os professores e os formadores de professores controlarem suas próprias práticas em vez de os políticos, os profissionais de gestão escolar e educacional e os administradores externos fazerem isso.
Gostaríamos de concluir chamando a atenção da comunidade internacional de profissionais envolvidos em pesquisa-ação para que conectemos nossas investigações ou nossos trabalhos como facilitadores de pesquisa-ação com o duplo objetivo de compensação pessoal e reconstrução social. Do contrário, corremos o risco de reforçarmos uma segmentação que atualmente já nos divide.
Por um lado, temos a glorificação da compensação pessoal como um fim em si mesma e,  que nega a responsabilidade social. Por outro lado, existem aqueles que defendem mais vigorosamente a exploração das implicações sociais e políticas da pesquisa-ação de sala de aula e que esta deveria ser desenvolvida de maneira a enfatizar a investigação nas escolas e nas comunidades ao seu redor, para confrontar as políticas e estruturas institucionais. Defende-se ainda um tipo de pesquisa-ação que diretamente desafie os "guardiões" do que é considerado a "verdadeira" pesquisa educacional. Claro que essas ênfases devem ser apoiadas, mas não em detrimento da pesquisa-ação de sala de aula e tão pouco da negação da importância do conhecimento acadêmico.
Embora sejamos comprometidos com os valores e os princípios associados à pesquisa-ação (ou seja, democratizar o processo de pesquisa e amplificar a voz dos profissionais na definição do curso de políticas que afetam o seu trabalho cotidiano), estamos também empenhados em associar pesquisa-ação a temas mais amplos como, por exemplo, o de tornar as sociedades mais humanas e solidárias. Enfatizamos, desse modo, a necessidade da pesquisa-ação ir além da retórica de se "dar voz aos profissionais" para a definição e melhoria de seu próprio trabalho. Mesmo concordando que o fato de se "dar voz aos profissionais" também seja algo importante, sabemos que isso não é suficiente.
Precisamos também reforçar nossos laços com os movimentos sociais de massa que trabalham para a promoção da justiça social, econômica e política no planeta. Embora a pesquisa-ação possa contribuir apenas com uma pequena parte dessas lutas, ela é parte importante. Assim, como pertencentes a uma comunidade de pesquisa-ação, precisamos ter a consciência pública e social mais ampla, explicitando nossos compromissos com as lutas por um mundo em que todos tenham acesso a vidas dignas e decentes.
ENVOLVIMENTO DOCENTE NA INTERPRETAÇÃO DO SEU TRABALHO: UMA ESTRATÉGIA METODOLÓGICA

A pesquisa tem por objeto o trabalho docente, considerando sua natureza, configurações e sentidos. Visa identificar e analisar as mudanças ocorridas na organização do trabalho na escola e no exercício da profissão docente, com base nas reformas implementadas nas redes públicas de ensino de Belo Horizonte e de Minas Gerais desde 1990. Tais mudanças circunscrevem-se no quadro de reformas que os países latino-americanos passaram a viver a partir dos anos 1980.
Parte-se do pressuposto de que o trabalho docente compreende não só aquele realizado em sala de aula, como também o processo que envolve o ensino e a aprendizagem e, ainda, a participação do professor no planejamento das atividades, na elaboração de propostas político-pedagógicas e na própria gestão da escola, incluindo formas coletivas de realização do trabalho escolar e de articulação da escola com as famílias e a comunidade.

A metodologia adotada pauta-se no trabalho coletivo empreendido tanto pelos pesquisadores quanto pelos sujeitos pesquisados. Isso pressupõe envolvimento dos professores no processo de investigação não como meros informantes, mas como sujeitos autorizados e estimulados a pensar sobre o seu trabalho, sobre as dificuldades existentes e dispostos a contribuir para sua interpretação.

O envolvimento dos sujeitos, professores, na análise de seu trabalho não retira, portanto, dos pesquisadores a preocupação epistemológica a respeito do tratamento da realidade analisada e a preocupação metodológica em torno da fundamentação científica.

Acredita-se que a produção do conhecimento tem um caráter interativo. O professor é sujeito do processo em que se produz o conhecimento sobre ele.

A comunicação desempenha um papel fundamental nesse processo e constitui o espaço no qual o sujeito estudado vai amadurecendo e construindo, de forma coletiva e cada vez mais complexa, sua expressão, condição essencial para o conhecimento que se constrói.

Dentro da abordagem qualitativa, utiliza-se como referencial a concepção dialética segundo a qual o fenômeno ou processo social deve ser entendido nas suas determinações e transformações dadas pelos sujeitos (Minayo, 1996, p.65). O método dialético, para Triviños, é capaz de “assinalar as causas e conseqüências dos problemas, suas contradições, suas relações, suas qualidades, suas dimensões quantitativas, se existem, e realizar, através da ação, um processo de transformação da realidade, que interessa” (1987, p.125).

Para Frigotto (1989, p.70-90), no materialismo histórico, o homem é produto do social e deve ser considerado concretamente, ou seja, situado no tempo e no espaço, inserido em um contexto histórico-econômico-culturalpolítico.

As interações homem-mundo e sujeito- objeto são imprescindíveis para que o ser humano se torne sujeito de sua práxis. Por sua vez, a educação é vista como uma atividade mediadora no seio da prática social global. Em síntese, o materialismo histórico permite o levantamento de questões sobre a construção da sociedade e centra-se no conhecimento como fruto do contexto histórico.

A abordagem qualitativa na perspectiva dialética mostrou-se a mais adequada para o alcance dos objetivos propostos na pesquisa, considerando o objeto estudado.

Texto VII
1) Pesquisa-ação - objetivo: realização de diagnóstico da situação.
No campo educacional, o objeto da pesquisa ativa era o envolvimento dos professores na solução dos problemas das instituições escolares.

Etapas da pesquisa-ação
•• fase de definição do problema, da escolha da instituição, das informações preliminares disponíveis;
•• formulação do problema: a partir de definido claramente o problema, inicia-se uma série de coletas de informações, documentais ou orais para definir melhores ações;
•• fase da implementação de um plano de ação com os objetivos, as pessoas envolvidas, as formas de execução e meios;
•• execução da ação: deve ser acompanhada em todos os seus detalhes;
•• avaliação da ação, dos resultados, que pode implicar a redefinição do problema, se necessário, e até de um novo plano de ação;
•• continuidade da ação: o resultado dos planos desenvolvidos e das soluções dadas requer a discussão partilhada pelo grupo, de modo que haja solidariedade nas ações escolhidas e em suas conseqüências.

A pesquisa participativa distingue-se da pesquisa-ação, embora possua nela suas origens.
Segundo Chiazooti (Ibidem, p.90):
“Ainda que os nomes e meios utilizados sejam assemelhados, a pesquisa participante tem como pressuposto, subjacente à sua história, a democratização da produção do conhecimento e da sociedade e o desenvolvimento da justiça social.

Não é um mero conjunto de métodos, meios e técnicas, mas se fundamenta em uma ética e em uma concepção alternativa da produção popular do conhecimento, segundo a qual as pessoas comuns são capazes de compreender e transformar sua realidade.

Trata-se de um modelo e de um meio de mudança efetiva para a qual os sujeitos implicados devem elaborar e trabalhar uma estratégia de mudança social.”

• Thiolent (1980) entende ser a pesquisa-ação uma forma de pesquisa participante, porém ela se delimita por uma ação específica, enquanto a pesquisa participante centra-se nas relações político-sociais.

• Pedro Demo (2004, p.16) argumenta que a pesquisa pode ser baseada em dois princípios, não contraditórios: um científico e outro educativo.
• O científico vincula-se ao cuidado com a construção do conhecimento nos aspectos metodológicos e epistemológicos.
Pesquisa-se para fazer conhecimento.
• O princípio educativo vincula-se ao valor pedagógico, educativo, formativo, à medida que implica questionamento, consciência crítica, incentivo à formação do sujeito capaz de fazer história própria, sustentação e autonomia crítica e criativa.

Importância da pesquisa participante
•• Ela é importante pelos seus aspectos metodológicos e epistemológicos, porém acentua-se no segundo aspecto, porque o conhecimento é considerado como um instrumento essencial para medidas profundas.
•• Ela é importante porque vincula-se  à imersão prática, no sentido das comunidades não terem somente seus problemas estudados, mas terem formas para resolvê-lo.
•• Ela é importante porque uma das suas pretensões é contribuir para que as comunidades se tornem sujeitos capazes de história própria, individual e coletiva.

Sujeito e objeto da pesquisa participante
O objeto é o sujeito em seu sentido pleno. A observação participante é parte do projeto que adota a observação participante.

A pesquisa participante e a Educação Popular possuem características comuns, segundo Jara ( In: Silva, 2000) porque:
•• são processos de descoberta, criação e recriação de conhecimento;
•• assumem como característica fundamental o conhecimento que os participantes vão adquirindo com a experiência, buscando resposta às necessidades concretas de um grupo, setor ou comunidade;
•• busca uma articulação entre teoria e prática;
•• pretendem eliminar ao máximo a distância entre sujeito investigador e objeto de investigação, a distância entre sujeito educador e objeto da educação.

Grossi (In: Demo, 2004) aponta os passos da pesquisa participante, objetivando a conscientização, como utilizada por Paulo Freire:
•• crítica da realidade social vigente, mobilização coletiva para a transformação social;
•• revisão crítica da ação implementada;
•• replanejamento da ação futura;
•• reavaliação do diagnóstico prévio da realidade social.

Quanto aos critérios formais esta proposta científica, da pesquisa participante, necessita ser:
•• Coerente - manter relação entre os conceitos, as categorias-chave, ter começo- meio e fim;
•• Sistemática – necessita dar conta do tema com profundidade, estudando a questão por diversos ângulos, revendo autores e teorias;
•• Consistente- necessita argumentar, buscar explicações, além das descrições, da acumulação de fatos e constatações;
•• Original- precisa inovar, não sendo reprodutivo;
•• Objetivada - captar a realidade, evitando submissões ideológicas e preconceitos;
•• Discutível- o texto precisa ser discutido, argumentado, contra argumentado tanto por simpatizantes quanto por adversários.

Em relação aos critérios políticos, Pedro Demo lembra que a pesquisa deve considerar:
•• acordo intersubjetivo - o embasamento científico possa ser comunicado e entendido por todos;
•• reconhecimento da autoridade por mérito - o argumento de mérito é aquele que a comunidade respeita a competência técnica do pesquisador e o pesquisador, a experiência de vida da comunidade;
•• relevância social - capacidade de propor soluções inteligentes e criativas;
•• ética- um dos aspectos fundamentais que envolve um saber pensar juntos.

Texto VIII

A pesquisadora Maria Cecília Minayo (1996) ressalta que durante a escrita do projeto de pesquisa, que é a tentativa de um recorte da realidade, existem pelos menos três dimensões.
•• A primeira é a dimensão técnica que trata das normas estabelecidas pela ABNT.
•• A segunda dimensão é a ideológica relacionada com as escolhas do pesquisador.
 
Um projeto de pesquisa é fruto de um processo e deve responder a algumas perguntas. A partir dos estudos de Barros e Lehfeld (1986) e Rudio ( 1986), Cecília Minayo apresenta em que partes textuais do projeto algumas respostas serão dadas ao seu problema de pesquisa.
O que pesquisar?
- Na etapa da definição do problema, na hipótese, nas bases teóricas e conceituais.
Por que pesquisar?
- Justificativa da escolha do problema
Para que pesquisar?
- Propósitos de estudo, seus objetivos
Como pesquisar?
- Metodologia
Que perguntas um projeto deve responder?
Quanto tempo para cada etapa?
- Cronograma de execução
Com que recursos ou fontes de financiamento?
Pesquisado por quem?
Equipe de trabalho, pesquisadores, coordenadores, orientadores

O que é ABNT?
A Associação Brasileira de Normas Técnicas é a entidade oficial responsável pela discussão e edição de normas técnicas no Brasil. É a representante no país da International Organization for Standardization (ISO). Neste sentido a ABNT preocupa-se com a normalização de produtos e serviços.

O que é Normalização?
Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto.

Você sabia que o símbolo internacional de acesso a pessoa com deficiência é uma norma técnica? NBR 9050

Texto IX

Você percebeu a importância social da ABNT, pretendendo normatizar padrões, em diversos campos de conhecimento. No campo científico esta normatização é importante para que os diversos pesquisadores possam apresentar suas contribuições de uma forma padronizada. O texto científico difere do texto literário e possui padrões que devem ser seguidos. É claro que estes padrões não invabilizam o autor do texto produzi-lo dentro de sua forma peculiar de escrita, de sua originalidade e criatividade.


O QUE É PROJETO? Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, projeto é a descrição da estrutura de um empreendimento a ser realizado. O projeto é uma das fases da pesquisa que corresponde à descrição de sua estrutura.

Segundo Andrade (1999), o esquema básico de um projeto deve conter nove aspectos essenciais:
• Titulo do trabalho ou tema
• Delimitação do assunto
• Objetivos
• Justificativa
• Universo da pesquisa
• Metodologia
• Cronograma
• Orçamento
• Referências Bibliográficas

A estrutura do projeto apresentam três características
1. Elementos pré-textuais
2. Elementos textuais
3. Elementos pós-textuais

1. Elementos Pré-textuais
São os que antecedem o texto, com informações que ajudam a identificar e compreender o trabalho.
1a) Capa: deve apresentar as informações na seguinte ordem:
a) nome da entidade para a qual o projeto será submetido;
b) nome (s) do (s) autores;
c) título;
d) subtítulo (se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título, precedido de dois-pontos (:), ou distinguido tipograficamente;
e) local (cidade) da entidade, onde será apresentado;
f) ano de entrega.


2 - Folha de rosto: Elemento obrigatório. Apresenta as informações transcritas na seguinte ordem:
a) nome dos autores;
b) título;
c) subtítulo (se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título, precedido de dois pontos (:), ou distinguido tipograficamente;
d) local;
f) ano de entrega;
Quando houver exigência da instituição, apresenta-se o currículo dos autores.

3 - Lista de ilustrações – é um elemento opcional. Se houver, deve ser apresentada de acordo com a forma que aparece no, acompanhando o número das páginas.

4 - Lista de tabelas - é um elemento opcional e pode ser apresentada de acordo com a apresentação no texto.

5 - Lista de abreviaturas e siglas - é um elemento opcional, em ordem alfabética das abreviaturas e siglas usadas no texto e seguidas das palavras ou expressões por extenso. Por exemplo:
• CONADE - Conselho Nacional de Defesa de Direitos do Deficiente
• CORDE - Coordenadoria para Integração da Pessoa Deficiente
• NEE - necessidades educativas especiais
• DF - deficiência física

6 - Lista de símbolos - se houver.                            

O sumário é um elemento obrigatório.

Elementos textuais e estrutura do projeto
No capítulo passado você identificou os objetivos da ABNT e iniciou o estudo da norma ABNT NBR 15287:2005 que trata da elaboração do projeto de pesquisa. Segundo esta norma, os elementos textuais são constituídos por uma parte introdutória, na qual deverão ser expostos o tema do projeto, o problema a ser abordado, a(s) hipóteses, quando couber(em), bem como o(s) objetivo(s) a ser(em) atingido(s) e a(s) justificativas. É necessário que sejam indicados o referencial teórico que o embasa, a metodologia a ser utilizada, assim como os recursos e o cronograma necessários à sua consecução.

A Introdução tem por finalidade apresentar o projeto, definindo brevemente os objetivos, as razões de sua realização, o enfoque que será dado ao assunto e sua relação com outros estudos.

A introdução, segundo Andrade (1999), anuncia o tema do trabalho, esclarece o assunto, delimita a extensão do enfoque a ser dado, aponta objetivos e relevância do estudo.

Fazem parte da Introdução:
1 - Justificativa
Justificar significa demonstrar, legitimar, provar, fundamentar, dar razão a, provar a boa razão de um procedimento.

As respostas dadas às seguintes perguntas servem para estruturar a justificativa.
• Quais os fatores que determinaram a escolha do tema?
• Qual a relação com a experiência profissional do autor?
• Qual a vinculação do projeto com as linhas de pesquisa da instituição?

Chegamos à última etapa da introdução que são os objetivos da pesquisa. Eles devem ser esclarecidos com termos claros e precisos.
Recomenda-se utilizar verbos de ação:
• Identificar = estabelecer a identidade
• Verificar = averiguar
• Descrever = narrar, expor, contar, detalhar
• Analisar = fazer análise de, investigar, decompor

Metodologia
Esta etapa dependerá dos procedimentos que cada autor do projeto escolherá para investigar seu problema, considerando o tipo de pesquisa que será adotado entre as seguintes:
• Pesquisa bibliográfica
• Participante
• Pesquisa- ação
• Estudo de caso
• História de vida

A escolha de uma metodologia de pesquisa ainda depende da definição da população e amostra e dos dados que serão coletados.
População e amostra
Refere-se a informações acerca do universo a ser estudado, o tipo de amostra a ser selecionada. Por exemplo, no estudo da Professora Joanna, ela pode decidir estudar professores de classe regular do Ensino Fundamental, mas para isso precisa determinar qual será sua amostra, caso o estudo fosse a resposta a um questionário. Se a metodologia de investigação for o estudo de caso de uma escola de ensino fundamental com a modalidade sala de recursos, sua amostra será a própria instituição.
Coleta de dados
É a descrição dos procedimentos a serem adotados para análise. Você já realizou exercícios anteriores sobre formas de coleta de dados, relacionados a determinados tipos de pesquisa.
Cronograma de Execução
A elaboração do Cronograma de Execução define o tempo necessário a cada etapa da pesquisa. Pode ser apresentado através de um quadro onde conste para cada etapa do projeto o tempo destinado. Por exemplo: dois meses para revisão bibliográfica, dois meses para organização do material e escolha da amostra a ser estudada, três meses para estudo de campo e coleta de dados, um mês para análise de dados, outro para redação final.

PROJETO TEM CONCLUSÃO?
O projeto, como o próprio nome indica, ainda é uma parte inicial de sua monografia. Após a aprovação dele, você aplicará sua pesquisa, analisará os dados e somente no corpo final de sua monografia haverá a conclusão. Seu trabalho final terá então: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

1. Título:
2. Delimitação do Assunto
3. Objetivos
4. Justificativa
5. Universo da Pesquisa
6. Metodologia
7. Cronograma
8. Orçamento
9. Referências Bibliográficas (você estudará napróxima unidade)

Texto X
Gil (2002) apresenta sete características que o texto do projeto deve conter:
1) Impessoalidade - evitar referências pessoais como “meu projeto”, “meu estudo” e “minha tese”. Preferir; “este projeto”, “o presente estudo”.
 2) Objetividade - linguagem direta, com seqüência e as argumentações devem apoiar-se em dados e provas.
3) Clareza - evitar ambigüidades com vocabulário adequado, sem expressões de duplo sentido, palavras supérfluas ou rebuscadas.
4) Precisão – utilizar nomenclatura própria da área de estudo, evitar o uso de adjetivos que não indiquem proporção clara, como pequeno, médio e grande; ou expressões vagas, quase todos, uma boa parte. Evitar também
advérbios que não indiquem adequadamente tempo, modo e lugar, como recentemente, antigamente, algures, alhures, provavelmente.
5) Coerência - organizar o texto em uma seqüência lógica. Os parágrafos devem se suceder de forma harmoniosa, com relação e fluência. Cada parágrafo deve se referir a um único assunto e iniciar com uma frase que contenha a idéia núcleo.
6) Concisão - o texto deverá expressar as idéias com poucas palavras. Cada período deve possuir no máximo duas ou três linhas. Dever-se evitar períodos longos com várias orações subordinadas. Preferir a estrutura sujeito, verbo e adjetivo principal para facilitar a mensagem.
7) Simplicidade – Escrever para se expressar e não para impressionar. Evitar uso de jargões e palavras desnecessárias.

A apresentação do texto também segue alguns critérios:
•• Papel branco formato A4 (21 x 29,7);
•• Espaço dois ou três entre as linhas;
•• Passagem de parágrafo pode ser ampliada;
•• Margens: 3 cm para superior e a esquerda e 2 cm para superior e a direita;
•• No início do parágrafo espaço de 10 toques;
•• As páginas devem ser numeradas a partir da segunda página do sumário;
•• Cada uma das partes recebe um título que dever aparecer em caixa alta e os subtítulos somente a primeira letra em maiúsculo e as dos nomes próprios.
Exemplo:
1 TÍTULO PRINCIPAL – seção primária
1.1. Subtítulo – seção secundária
1.2 Subtítulo
1.2.1 Subtítulo – seção terciária

A disposição do texto segue as etapas estudadas anteriormente:
Capa – Folha de Rosto – Lista de Ilustrações ( tabela, quadro, gráficos) – Sumário – Introdução – Revisão bibliográfica – Metodologia – Suprimentos – Custos – Anexos e / ou Apêndices.

Qual a diferença entre apêndices e anexos?
Apêndices são documentos de conteúdo elaborado pelo autor do projeto. Ex: questionários, roteiros de entrevistas e de observação. Anexos são tabelas, quadros, mapas e outros documentos que não foram elaborados pelo autor. Cada apêndice ou anexo deve ser identificado por letras maiúsculas consecutivas aos seus títulos.

Fique atento a algumas definições importantes:
Citação é a menção de uma informação extraída de outra fonte.
Citação de citação é uma citação direta ou indireta de um texto a cujo original não se teve acesso.

Citação direta é a transcrição textual de parte da obra do autor consultado
Citação indireta é o texto baseado na obra do autor consultado
Notas de referência são as que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o assunto foi abordado
Notas de rodapé são indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem esquerda ou direita da mancha gráfica
Notas explicativas são as usadas para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não podem ser incluídas no texto.

Regras gerais para apresentação das citações:
As citações pelo sobrenome do autor, pela instituição responsável ou título nas sentenças devem ser com letras maiúsculas e minúsculas e, quando estiverem entre parênteses devem ser em letras maiúsculas.

As citações diretas no texto de até três linhas devem estar contidas entre aspas duplas. As aspas simples servirão para citação dentro da citação.

As citações diretas no texto com mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto utilizado e sem aspas.

E quando as referências forem notas de aulas ou palestras?
Quando forem dados obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicações, etc) deve ser indicada entre parênteses a expressão verbal, mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.

Quando houver coincidência de sobrenomes de autores, acrescentam-se as iniciais de seus prenomes, se persistir a coincidência,colocam-se os prenomes por extenso: Exemplos:
(FERNANDES, Eulália, 1987)
(FERNANDES, Edicléa, 2000)

Quando um autor possuir vários documentos no mesmo ano as referências são acrescidas com letras minúsculas em ordem alfabética. Exemplos: De acordo com Fernandes (2006 a) (FERNANDES, 2006 b)

Citações indiretas de vários documentos da mesma autoria, publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente, têm as datas separadas por vírgula. Exemplo: (FERNANDES, 1999, 2000, 2006)

Se as citações indiretas de diversos documentos forem de vários autores, mencionados simultaneamente, devem ser separados por ponto-e-vírgula, em ordem alfabética. Exemplo: Diversos autores apontam para a importância das adaptações curriculares no processo de inclusão de alunos com necessidades educativas especiais (FERNANDES, 2000; ORRICO, 2004; REDIG, 2005).

Correlacione numericamente as duas colunas identificando cada uma das cinco perguntas com a etapa da pesquisa relacionada, ao final de sua tarefa dois parênteses não serão numerados:

1- O QUE PESQUISAR?
2- POR QUE PESQUISAR?
3- PARA QUE PESQUISAR?
4- COMO PESQUISAR?
5- QUANTO TEMPO PARA CADA ETAPA?

(2) Justificativa da escolha do problema.
(4) É a metodologia que auxiliará a responder esta etapa.
( ) É a revisão bibliográfica que responde esta etapa
(3) Esta pergunta vincula-se aos propósitos do estudo e seus objetivos.
(5) O cronograma de execução responde esta etapa.
(1) Esta pergunta relaciona-se à etapa da definição do problema, na hipótese, nas bases teóricas e conceituais.
( ) Esta pergunta vincula-se ao resumo do projeto



Um comentário:

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